amassados como as folhas em que você depositava tudo que não sabia falar.
era no chão junto com as suas mãos,
junto com os seus pêlos,
e fundamentalmente, junto minha nuca que sempre esteve unida à tua barba por fazer.
desse jeito foram os dias pelo teu espaço.
abri a pasta, estiquei as folhas e coletei as frases mais agradáveis.
dia um.
dia dois.
foram tres; lendo, e tentando decidir o que eu queria ouvir de você hoje.
às escolhidas, dedico: cada não verdade bem construída, eu deixo crescer.
Voltamos ao teu espaço.
Aquele que eu servi como cimento.
Voltamos.
14 de abril de 2010
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