14 de abril de 2010

amassados como as folhas em que você depositava tudo que não sabia falar.

era no chão junto com as suas mãos,
junto com os seus pêlos,
e fundamentalmente, junto minha nuca que sempre esteve unida à tua barba por fazer.
desse jeito foram os dias pelo teu espaço.



abri a pasta, estiquei as folhas e coletei as frases mais agradáveis.

dia um.
dia dois.
foram tres; lendo, e tentando decidir o que eu queria ouvir de você hoje.

às escolhidas, dedico: cada não verdade bem construída, eu deixo crescer.

Voltamos ao teu espaço.
Aquele que eu servi como cimento.
Voltamos.

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